Ao refletir sobre o projeto político-pedagógico como indicador de diversidades, Resende (1998) indaga: “como
pensar e atuar na escola pública de que se espera a
construção coletiva de projeto que traduza seus rumos e
seus princípios?”. Ela responde afirmando que “primeiramente a escola contemporânea deve priorizar a competência para a autonomia de decisão (...) para o exercício
do aprendizado do espaço coletivo, cuja diversidade e
cujo multiculturalismo constituem-se em componentes
inerentes”. Todavia, a autora entende que, antes mesmo
de se buscar sistematizar o projeto político-pedagógico,
é indispensável
De acordo com o artigo 42 da Resolução
CNE/CEB no
04/2010, são elementos constitutivos para
a operacionalização destas Diretrizes o projeto políticopedagógico e o regimento escolar; o sistema de avaliação;
o professor e o programa de formação docente; a gestão
democrática e a organização da escola. Sobre a gestão
democrática, o referido documento afirma que
Acerca dos princípios e fins da educação nacional, a
Lei de diretrizes e bases da educação nacional
(LDB – Lei no
9.394/1996) preconiza que a educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de
liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por
finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu
preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação
para o trabalho. Estabelece, também, no artigo 3o
, que
o ensino será ministrado com base, dentre outros, no
princípio
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei Federal no
8.069/1990 – prevê em seu artigo 15 que a criança
e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à
dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos
e sociais garantidos na Constituição e nas leis. O artigo 17
do ECA estabelece que o direito ao respeito consiste na
A Resolução CNE/CEB no
07/2010 fixa as diretrizes curriculares nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove)
anos a serem observadas na organização curricular dos
sistemas de ensino e de suas unidades escolares. De
acordo com essa Resolução, os sistemas de ensino e as
escolas adotarão, como norteadores das políticas educativas e das ações pedagógicas, os princípios
Sobre o ensino e a aprendizagem de educação física
no primeiro ciclo, os Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCN’s) preconizam que é função do professor dar oportunidade para que os alunos tenham uma variedade de
atividades em que diferentes competências sejam exercidas e as diferenças individuais sejam valorizadas e respeitadas. Um outro aspecto dessa mesma questão que
merece destaque neste ciclo é a diferença entre as competências de meninos e meninas. Normalmente, ao ingressar na escola, os meninos tiveram mais experiências
corporais, principalmente no que se refere ao manuseio
de bolas e em atividades que demandam força e velocidade (Parâmetros Curriculares Nacionais: educação física). Nesse documento, defende-se que tais diferenças se
devem a razões
Numa situação de aprendizagem desenvolvida em uma
turma de crianças de seis anos, nos primeiros dias do
ano letivo, a professora pede que as crianças digam palavras que do ponto de vista sonoro combinam com a
palavra “mamão”. As crianças respondem: “laranja, abacaxi, manga, banana” (Brasil, 2009). Acerca do desenvolvimento da consciência fonológica dessas crianças, a
partir da situação relatada, é correto afirmar que
Para compreender a natureza dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s), é necessário situá-los em relação
a quatro níveis de concretização curricular, considerando a estrutura do sistema educacional brasileiro. Os
Parâmetros Curriculares Nacionais constituem o primeiro nível de concretização curricular. O segundo nível de
concretização diz respeito às propostas curriculares dos
Estados e Municípios. O terceiro nível de concretização
refere-se à elaboração da proposta curricular de cada
instituição escolar, contextualizada na discussão de seu
projeto educativo. O quarto nível de concretização curricular é o momento da realização da programação das atividades de ensino e aprendizagem na sala de aula. Acerca da natureza e função dos PCN’s, é correto afirmar que
Na percepção de Jussara Hoffman, há dois princípios
presentes em uma avaliação enquanto mediação: o do
acompanhamento reflexivo e o do diálogo. Todavia, segundo ela, alguns professores questionam sobre como
podem acompanhar os alunos e dialogar com eles, considerando o número de alunos com que trabalham e o reduzido tempo que permanecem com as turmas. Em uma
investigação sobre o significado do termo acompanhar,
a autora relata que 29 professores, dentre 32 respondentes, disseram que acompanhavam os alunos todos
os dias, continuamente, em todas as situações de sala
de aula. Entretanto, todos os 32 professores definiram
avaliação por verificação de resultados alcançados. Isso
significa que há equívocos no entendimento dos termos
acompanhamento e diálogo no que tange à avaliação.
De acordo com Jussara Hoffman, a avaliação enquanto
relação dialógica significa
O professor, como qualquer ser humano, tende a encaixar uma situação nova aos seus melhores esquemas de
trabalho, e o habitual, nos cursos de formação continuada, é o “receituário” (Mantoan, 2001). Para a autora, nos
projetos de aprimoramento e atualização, é fundamental