Fontana (1996) se vale dos estudos de Vygotsky para tratar
da gênese social da conceitualização. Vygotsky afirma que
todas as funções mentais superiores são relações sociais
interiorizadas. Entre as formas superiores de ação consciente, destaca-se a elaboração conceitual, como um modo culturalmente desenvolvido de os indivíduos refletirem cognitivamente suas experiências. Com fundamento em Vygotsky,
Fontana (1996) assevera que tal elaboração resulta
Se entendermos que currículo é o que fica, o internalizado, independentemente do prescrito na esfera oficial,
então, com efeito, o que influi na vida escolar dos alunos
é o currículo real. A consideração deste currículo, ao lado
do oficial, no planejamento pedagógico curricular leva a
escola e os professores a confrontarem a cultura elaborada do currículo formal com as situações de fato vividas
no ambiente escolar e nas salas de aulas (Libâneo, 2003).
Por essa razão, de acordo com o autor, é importante insistir no entendimento da cultura da escola, ou seja, a cultura
Delia Lerner (2002) se vale do conceito de “contrato didático”, elaborado por G. Brousseau, para evidenciar como
o tipo de relação estabelecida entre professores e alunos
imprime características específicas ao processo de compreensão do que se lê. Segundo a autora, um aspecto
essencial que Brousseau sublinha ao definir a noção de
“contrato” é que este compromete não apenas o professor e os alunos como também
Paula Francisca foi aprovada no concurso para professora de Educação Básica I na Prefeitura Municipal de Guararapes. Ao assumir sua turma, ela notou que havia três
alunos participantes do Atendimento Educacional Especializado – AEE. Por isso, ela decidiu ler o documento
A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão
Escolar: a escola comum inclusiva, de Edilene Aparecida Ropoli (2010). Com essa autora, ela pôde aprender
que “as ações para consolidação do AEE exigem firmeza
e envolvimento de todos os que estão se empenhando
para que as escolas se tornem ambientes educacionais
plenamente inclusivos”. E, ainda, que o entrelaçamento
dos serviços de Educação Especial, entre os quais o
AEE, conjuga igualdade e diferenças como
Jófoli (2002) se interroga a respeito do papel que o professor desempenha na construção do conhecimento.
Para refletir acerca dessa questão, ela lança mão dos estudos de Piaget e Vygotsky. Em alguns aspectos, esses
dois teóricos divergem. Todavia, de acordo com a autora,
eles partilham algumas concepções em comum, como,
por exemplo, que
Vasconcellos (2002) faz uma crítica à metodologia expositiva ao afirmar que precisamos estar muito atentos à
questão da educação tradicional, já que a crítica a ela
começou há pelo menos 200 anos e até hoje pode ser
observada nas práticas pedagógicas. Para ele, devemos
recorrer não apenas à sua crítica teórica, mas, sobretudo,
à sua crítica prática, superando suas contradições através da construção de novas práticas. No entendimento
do autor, há necessidade de a educação tradicional ser
bem analisada, pois pode significar
De acordo com Auad (2016), nos Estados Unidos e nos
países do norte da Europa vinculados ao protestantismo,
a prática da escola mista foi implantada já no século XIX.
Porém, na maioria dos países europeus vinculados
ao catolicismo, a escola mista despertava, ainda no século XX, oposição e era prática minoritária nos sistemas de
ensino. No Brasil, a maioria das pesquisas sobre relações
de gênero não contempla a discussão da escola mista. A
autora prossegue afirmando que chegar a esse conjunto
de ideias foi possível graças às informações sobre a história da educação conjunta de meninos e meninas. Nesse sentido, o conhecimento histórico é importante, pois
Na obra Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas
em discussão, De La Taille (In: De La Taille; Oliveira e
Dantas, 1992) afirma que para Piaget, o homem não é
social da mesma maneira aos seis meses ou aos vinte
anos. No entendimento de De La Taille (1992), Piaget defende que a socialização da inteligência só começa
Para José Contreras (2002), a autonomia, no contexto da
prática do ensino, deve ser entendida como um processo
de construção permanente no qual devem se conjugar,
se equilibrar e fazer sentido muitos elementos. Já a profissionalidade é a defesa das qualidades necessárias ao
próprio trabalho de ensinar. Segundo o autor, a relação
entre autonomia e profissionalidade é uma
O princípio da igualdade integra também o ideário da
educação para todos e tem sido objeto de variadas
interpretações com desdobramentos nas práticas sociais
e educativas (Aguiar, 2006). Segundo Aguiar, “a história
mostra que nos países que investiram na educação, os
sistemas nacionais de educação chegaram, mais rapidamente, à universalização do ensino elementar, inclusive
como um produto das lutas sociais por maior igualdade
de oportunidades”. Todavia, na América Latina, esse movimento ocorreu diferentemente, pois ao subdesenvolvimento econômico correspondeu um subdesenvolvimento
sócio-político, gerando sociedades nas quais, segundo
Aguiar, cidadania quase sempre é sinônimo de