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Questões de Pedagogia
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Caderno de questões
20 questão(ões) desta página · Impresso em 26/09/2026
Buckingham (“Cultura digital, educação midiática e o lugar da escolarização”, 2010) relembra o discurso histórico de Thomas Edison, ilustre inventor, a respeito da suposta revolução que o filme cinematográfico traria para a educação, lá nos idos de 1922. A partir desse e de outros exemplos, Buckingham discute aspectos discursivos e retóricos que assumem que “a tecnologia digital automaticamente produzirá certos efeitos (por exemplo, em relação aos estilos de aprendizagem ou a determinadas formas de cognição) sem restrição dos contextos sociais em que seja usada, nem mesmo dos atores sociais que a usem”.
Para o autor, esse tipo de expectativa sobre os efeitos da tecnologia caracteriza uma forma de
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Caffagni (“Qual a função social da escola? Reflexões de nuances sociais e políticas a respeito da instituição escolar”, 2024) aborda as muitas perspectivas sobre a função social da escola. Nessa trilha, a autora resgata as contribuições de Bourdieu, que debate a existência de capitais para além do econômico – os capitais cultural e social, constituídos por conhecimentos, culturas e relações pessoais e interpessoais de classe dominantes.
Para Bourdieu, isso resulta em
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Arroyo (“Políticas educacionais e desigualdades: à procura de novos significados”, 2010) tematiza as relações complexas e imbricadas entre desigualdades e educação. Em sua análise, o autor problematiza uma concepção bastante comum, em que se assume o Estado como “benevolente, protetor dos desiguais”.
Conforme Arroyo, quando o Estado é elevado à condição de ator único, suas políticas têm marcas
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A Declaração Mundial sobre Educação para Todos – Jomtien, 1990, indica a necessidade de universalizar o acesso à educação e promover a equidade (artigo 3). Para que a educação básica se torne equitativa, é mister oferecer a todas as crianças, jovens e adultos:
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Zerbato (2018) define em sua tese que o “Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) é uma ferramenta que visa a acessibilidade ao conhecimento por todos os alunos, uma vez que pressupõe que todos os indivíduos são diferentes e possuem estilos e maneiras variadas de aprender.” Além disso, consiste num suporte para:
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Ao tratar sobre a avaliação dos alunos com deficiência, Carneiro (2012) afirma que é “comum os professores acreditarem que a avaliação deve ser sempre diferenciada, adaptada, ou até mesmo facilitada para os estudantes com deficiência.” Por essa razão, o foco acaba sendo somente a verificação da aprendizagem, sem levar em consideração aspectos que a autora considera importantes, que seriam:
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Ao abordar as “potenciais dificuldades e facilidades na educação de alunos com deficiência intelectual”, Santos (2012) destaca que a educação na área da deficiência intelectual deve atender às necessidades educacionais especiais SEM:
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Uma criança com visão subnormal está matriculada na escola municipal, e foi identificada a necessidade de se trabalhar a orientação e mobilidade para a locomoção nos espaços escolares. Para desenvolver esse trabalho, o professor do Atendimento Educacional precisa conhecer algumas das técnicas de orientação e mobilidade para pessoas com deficiência visual, dentre as quais, de acordo com Giacomini, Sartoretto e Bersch (2010), é correto enumerar:
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Conforme indicado por Bosco, Mesquita e Maia (2010), a surdocegueira é uma deficiência única que requer abordagens específicas para o suporte necessário, uma vez que os níveis de perdas sensoriais podem variar em cada indivíduo. A defesa tátil e a redução de aprendizagem incidental requerem estratégias. Como exemplo, é necessário:
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Carlos é uma criança com deficiência física, que, devido ao seu quadro motor, necessita de tecnologia assistiva na escola para que as barreiras sejam eliminadas e que ele possa ter acesso ao currículo e aos diferentes espaços escolares. Bersch (in: Schirmer et.al – 2007) define tecnologia assistiva (TA) como uma expressão utilizada para identificar
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De acordo com Gomes, Poulin e Figueiredo (2010), o trabalho do professor de atendimento educacional especializado voltado para o aluno com deficiência intelectual se caracteriza essencialmente pela
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Para Gomes et.al (2007), a deficiência intelectual (no original, consta o termo “deficiência mental”) constitui um impasse para ensino na escola comum e para o Atendimento Educacional Especializado pela própria complexidade de conceitos, diagnósticos e várias abordagens sobre a deficiência. Disso resulta que as barreiras diferem das encontradas nas demais deficiências, sendo que as barreiras para a deficiência intelectual referem-se:
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Joaquim é uma criança com surdez em idade escolar para o ensino fundamental – anos iniciais, cuja família tem buscado vaga em escola da rede municipal e está com muitas dúvidas e receios sobre como será o percurso nessa etapa do ensino. De acordo com Alvez, Ferreira e Damázio (2010), a família deve ser orientada que, de acordo com o Decreto nº 5.626, de 5 de dezembro de 2005, as pessoas com surdez têm direito a uma educação que garanta a sua formação, em que
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Sobre identidade e diferenças na escola, Ropoli et.al (2010) nos lembra que a inclusão rompe com os paradigmas que sustentam o conservadorismo das escolas, contestando os sistemas educacionais em seus fundamentos, e questiona a fixação de modelos ideais, a normalização de perfis específicos de alunos e a seleção dos eleitos para frequentar as escolas. No entanto, o poder institucional que preside a produção das identidades e das diferenças define como normais e especiais não apenas os alunos, como também as suas escolas.
Os alunos das escolas comuns são:
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No referencial A criança cega vai à escola, as autoras Amorim e Alves (2008) questionam como trabalhar as questões referentes a orientação e mobilidade (O&M), destacando que a criança cega precisa se locomover com segurança e eficiência e que, portanto, se deve garantir
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De acordo com Aciem, Rocha e Rodrigues in: SALA (2013), uma pessoa com deficiência visual, em momentos de aprendizagem, poderá apresentar inúmeras reações diante de situações vivenciadas, gerando condições de dependência de outras pessoas para mobilidade. Portanto, será necessário que a pessoa adquira cada vez mais a capacidade de viver com independência e autonomia e, no ambiente escolar, o professor poderá contribuir para isso com ações simples, como exemplo:
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A Declaração de Salamanca, ao apresentar os fatores relativos à escola, tem em destaque que o currículo deveria ser adaptado às necessidades das crianças, e não vice-versa.
Escolas deveriam, portanto,
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Atualmente, embora as pessoas com deficiências ainda encontrem dificuldades para a plena inclusão nos diferentes espaços sociais, contam com vasta legislação e documentos internacionais para garantia de seus direitos, além de amplo debate sobre os processos de desenvolvimento e aprendizagem. Porém, pode-se constatar, segundo Mazzotta (1996), que, até o século XVIII, as noções a respeito da deficiência eram ligadas a
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É possível formar professores sem os saberes da pedagogia? A partir desta indagação, Marques e Pimenta (2015) resgatam a perspectiva de Maurice Tardif sobre os saberes profissionais docentes, destacando o fato de tais saberes serem
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Considere o excerto adaptado de Fleuri (2009):
Verifica-se, nos processos inclusivos, uma profunda contradição entre o proposto e requerido pelos diferentes sujeitos socioculturais – identificados como pessoas com deficiência ou com necessidades especiais – e o formulado e viabilizado institucionalmente. [...] No cotidiano escolar, as dificuldades de inclusão na escola de pessoas com necessidades especiais resultam, em grande parte, da estrutura padronizada do conhecimento escolar.
Disso decorre que, ao se visar uma educação efetivamente inclusiva, no processo educativo deve-se
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