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Uma tragédia de múltiplas faces

A taxa de analfabetismo entre brasileiros com mais de 15 anos caiu abaixo de 5% pela primeira vez na série histórica, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, o indicador ficou em 4,9%. A boa notícia acaba aí.
Segundo dados do módulo de educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2025, nada menos do que 8,4 milhões de pessoas em todo o país ainda não sabiam ler e escrever. Uma verdadeira tragédia. Mais da metade dessas pessoas, 4,8 milhões, está concentrada no Nordeste.
No Brasil, o analfabetismo é também mais frequente entre os cidadãos mais velhos e entre pretos e pardos. Na faixa etária acima dos 60 anos, quase 5 milhões de pessoas não sabiam ler ou escrever um simples bilhete.
Cerca de 2,8% da população branca com 15 anos ou mais era analfabeta; entre pretos e pardos na mesma faixa etária, o porcentual foi de 6,5%. Entre os maiores de 60 anos, a taxa de analfabetismo entre pretos e pardos chegou a 20,6% no ano passado – quase o triplo da verificada entre os brancos (7,3%). Os números são o retrato das dificuldades históricas que esse grupo enfrenta no acesso à educação.
Um estudo divulgado no ano passado pela organização Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social revelou que o analfabetismo funcional entre a população de 15 a 64 anos ficou em 29% em 2024, o mesmo patamar registrado em 2018. O levantamento também apontou que apenas um em cada quatro brasileiros nessa faixa etária – o equivalente a 23% da população – tinha nível elevado de habilidade digital.
Numa era em que dominar aplicativos de celular é tão essencial quanto saber o abecedário, a maioria dos brasileiros tem dificuldade para executar tarefas básicas por meios digitais, como inscrever-se num evento pela internet ou localizar um filme numa plataforma de streaming. O país tem diante de si a tarefa urgente de repensar como educa seus cidadãos, dos pequenos aos universitários, sem esquecer os responsáveis por transmitir esse conhecimento.
(Editorial, 28.06.2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/. Adaptado)

Considere as passagens do texto: 

  • • Os números são o retrato das dificuldades históricas que esse grupo enfrenta no acesso à educação. (4º parágrafo) 
  • • ... sem esquecer os responsáveis por transmitir esse conhecimento. (7º parágrafo). 

De acordo com a norma-padrão, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:

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Uma tragédia de múltiplas faces

A taxa de analfabetismo entre brasileiros com mais de 15 anos caiu abaixo de 5% pela primeira vez na série histórica, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, o indicador ficou em 4,9%. A boa notícia acaba aí.
Segundo dados do módulo de educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2025, nada menos do que 8,4 milhões de pessoas em todo o país ainda não sabiam ler e escrever. Uma verdadeira tragédia. Mais da metade dessas pessoas, 4,8 milhões, está concentrada no Nordeste.
No Brasil, o analfabetismo é também mais frequente entre os cidadãos mais velhos e entre pretos e pardos. Na faixa etária acima dos 60 anos, quase 5 milhões de pessoas não sabiam ler ou escrever um simples bilhete.
Cerca de 2,8% da população branca com 15 anos ou mais era analfabeta; entre pretos e pardos na mesma faixa etária, o porcentual foi de 6,5%. Entre os maiores de 60 anos, a taxa de analfabetismo entre pretos e pardos chegou a 20,6% no ano passado – quase o triplo da verificada entre os brancos (7,3%). Os números são o retrato das dificuldades históricas que esse grupo enfrenta no acesso à educação.
Um estudo divulgado no ano passado pela organização Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social revelou que o analfabetismo funcional entre a população de 15 a 64 anos ficou em 29% em 2024, o mesmo patamar registrado em 2018. O levantamento também apontou que apenas um em cada quatro brasileiros nessa faixa etária – o equivalente a 23% da população – tinha nível elevado de habilidade digital.
Numa era em que dominar aplicativos de celular é tão essencial quanto saber o abecedário, a maioria dos brasileiros tem dificuldade para executar tarefas básicas por meios digitais, como inscrever-se num evento pela internet ou localizar um filme numa plataforma de streaming. O país tem diante de si a tarefa urgente de repensar como educa seus cidadãos, dos pequenos aos universitários, sem esquecer os responsáveis por transmitir esse conhecimento.
(Editorial, 28.06.2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/. Adaptado)

A concordância nominal e a concordância verbal estão de acordo com a norma-padrão em:

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A taxa de analfabetismo entre brasileiros com mais de 15 anos caiu abaixo de 5% pela primeira vez na série histórica, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, o indicador ficou em 4,9%. A boa notícia acaba aí.
Segundo dados do módulo de educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2025, nada menos do que 8,4 milhões de pessoas em todo o país ainda não sabiam ler e escrever. Uma verdadeira tragédia. Mais da metade dessas pessoas, 4,8 milhões, está concentrada no Nordeste.
No Brasil, o analfabetismo é também mais frequente entre os cidadãos mais velhos e entre pretos e pardos. Na faixa etária acima dos 60 anos, quase 5 milhões de pessoas não sabiam ler ou escrever um simples bilhete.
Cerca de 2,8% da população branca com 15 anos ou mais era analfabeta; entre pretos e pardos na mesma faixa etária, o porcentual foi de 6,5%. Entre os maiores de 60 anos, a taxa de analfabetismo entre pretos e pardos chegou a 20,6% no ano passado – quase o triplo da verificada entre os brancos (7,3%). Os números são o retrato das dificuldades históricas que esse grupo enfrenta no acesso à educação.
Um estudo divulgado no ano passado pela organização Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social revelou que o analfabetismo funcional entre a população de 15 a 64 anos ficou em 29% em 2024, o mesmo patamar registrado em 2018. O levantamento também apontou que apenas um em cada quatro brasileiros nessa faixa etária – o equivalente a 23% da população – tinha nível elevado de habilidade digital.
Numa era em que dominar aplicativos de celular é tão essencial quanto saber o abecedário, a maioria dos brasileiros tem dificuldade para executar tarefas básicas por meios digitais, como inscrever-se num evento pela internet ou localizar um filme numa plataforma de streaming. O país tem diante de si a tarefa urgente de repensar como educa seus cidadãos, dos pequenos aos universitários, sem esquecer os responsáveis por transmitir esse conhecimento.
(Editorial, 28.06.2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/. Adaptado)

Considere o 6º parágrafo do texto reproduzido a seguir: 

  • Numa era em que dominar aplicativos de celular é tão essencial quanto saber o abecedário, a maioria dos brasileiros tem dificuldade para executar tarefas básicas por meios digitais, como inscrever-se num evento pela internet ou localizar um filme numa plataforma de streaming.

No contexto em que estão empregados, os termos destacados estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentidos de:

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Segundo dados do módulo de educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2025, nada menos do que 8,4 milhões de pessoas em todo o país ainda não sabiam ler e escrever. Uma verdadeira tragédia. Mais da metade dessas pessoas, 4,8 milhões, está concentrada no Nordeste.
No Brasil, o analfabetismo é também mais frequente entre os cidadãos mais velhos e entre pretos e pardos. Na faixa etária acima dos 60 anos, quase 5 milhões de pessoas não sabiam ler ou escrever um simples bilhete.
Cerca de 2,8% da população branca com 15 anos ou mais era analfabeta; entre pretos e pardos na mesma faixa etária, o porcentual foi de 6,5%. Entre os maiores de 60 anos, a taxa de analfabetismo entre pretos e pardos chegou a 20,6% no ano passado – quase o triplo da verificada entre os brancos (7,3%). Os números são o retrato das dificuldades históricas que esse grupo enfrenta no acesso à educação.
Um estudo divulgado no ano passado pela organização Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social revelou que o analfabetismo funcional entre a população de 15 a 64 anos ficou em 29% em 2024, o mesmo patamar registrado em 2018. O levantamento também apontou que apenas um em cada quatro brasileiros nessa faixa etária – o equivalente a 23% da população – tinha nível elevado de habilidade digital.
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O termo destacado está empregado em sentido figurado em:

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Segundo dados do módulo de educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2025, nada menos do que 8,4 milhões de pessoas em todo o país ainda não sabiam ler e escrever. Uma verdadeira tragédia. Mais da metade dessas pessoas, 4,8 milhões, está concentrada no Nordeste.
No Brasil, o analfabetismo é também mais frequente entre os cidadãos mais velhos e entre pretos e pardos. Na faixa etária acima dos 60 anos, quase 5 milhões de pessoas não sabiam ler ou escrever um simples bilhete.
Cerca de 2,8% da população branca com 15 anos ou mais era analfabeta; entre pretos e pardos na mesma faixa etária, o porcentual foi de 6,5%. Entre os maiores de 60 anos, a taxa de analfabetismo entre pretos e pardos chegou a 20,6% no ano passado – quase o triplo da verificada entre os brancos (7,3%). Os números são o retrato das dificuldades históricas que esse grupo enfrenta no acesso à educação.
Um estudo divulgado no ano passado pela organização Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social revelou que o analfabetismo funcional entre a população de 15 a 64 anos ficou em 29% em 2024, o mesmo patamar registrado em 2018. O levantamento também apontou que apenas um em cada quatro brasileiros nessa faixa etária – o equivalente a 23% da população – tinha nível elevado de habilidade digital.
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Considere as informações do texto: 

  • • Uma tragédia de múltiplas faces (título) 
  • • ... 8,4 milhões de pessoas em todo o país ainda não sabiam ler e escrever. (2º parágrafo) 
  • • ... quase 5 milhões de pessoas não sabiam ler ou escrever um simples bilhete. (3º parágrafo) 
  • • Numa era em que dominar aplicativos de celular é tão essencial quanto saber o abecedário... (6º parágrafo). 

No contexto em que estão empregadas, as expressões destacadas significam, correta e respectivamente:

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Cerca de 2,8% da população branca com 15 anos ou mais era analfabeta; entre pretos e pardos na mesma faixa etária, o porcentual foi de 6,5%. Entre os maiores de 60 anos, a taxa de analfabetismo entre pretos e pardos chegou a 20,6% no ano passado – quase o triplo da verificada entre os brancos (7,3%). Os números são o retrato das dificuldades históricas que esse grupo enfrenta no acesso à educação.
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(Editorial, 28.06.2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/. Adaptado)

No que diz respeito ao domínio de habilidades digitais, o editorial permite concluir corretamente que a maioria da população

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No Brasil, o analfabetismo é também mais frequente entre os cidadãos mais velhos e entre pretos e pardos. Na faixa etária acima dos 60 anos, quase 5 milhões de pessoas não sabiam ler ou escrever um simples bilhete.
Cerca de 2,8% da população branca com 15 anos ou mais era analfabeta; entre pretos e pardos na mesma faixa etária, o porcentual foi de 6,5%. Entre os maiores de 60 anos, a taxa de analfabetismo entre pretos e pardos chegou a 20,6% no ano passado – quase o triplo da verificada entre os brancos (7,3%). Os números são o retrato das dificuldades históricas que esse grupo enfrenta no acesso à educação.
Um estudo divulgado no ano passado pela organização Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social revelou que o analfabetismo funcional entre a população de 15 a 64 anos ficou em 29% em 2024, o mesmo patamar registrado em 2018. O levantamento também apontou que apenas um em cada quatro brasileiros nessa faixa etária – o equivalente a 23% da população – tinha nível elevado de habilidade digital.
Numa era em que dominar aplicativos de celular é tão essencial quanto saber o abecedário, a maioria dos brasileiros tem dificuldade para executar tarefas básicas por meios digitais, como inscrever-se num evento pela internet ou localizar um filme numa plataforma de streaming. O país tem diante de si a tarefa urgente de repensar como educa seus cidadãos, dos pequenos aos universitários, sem esquecer os responsáveis por transmitir esse conhecimento.
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A boa notícia referida ao final do 1º parágrafo diz respeito ao fato de

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No Brasil, o analfabetismo é também mais frequente entre os cidadãos mais velhos e entre pretos e pardos. Na faixa etária acima dos 60 anos, quase 5 milhões de pessoas não sabiam ler ou escrever um simples bilhete.
Cerca de 2,8% da população branca com 15 anos ou mais era analfabeta; entre pretos e pardos na mesma faixa etária, o porcentual foi de 6,5%. Entre os maiores de 60 anos, a taxa de analfabetismo entre pretos e pardos chegou a 20,6% no ano passado – quase o triplo da verificada entre os brancos (7,3%). Os números são o retrato das dificuldades históricas que esse grupo enfrenta no acesso à educação.
Um estudo divulgado no ano passado pela organização Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social revelou que o analfabetismo funcional entre a população de 15 a 64 anos ficou em 29% em 2024, o mesmo patamar registrado em 2018. O levantamento também apontou que apenas um em cada quatro brasileiros nessa faixa etária – o equivalente a 23% da população – tinha nível elevado de habilidade digital.
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O editorial analisa a situação do analfabetismo no Brasil, destacando que o país

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Sem prejuízo de sentido ao texto e em conformidade com a norma-padrão, as passagens do 3º quadrinho “Comer ele?” e “o tempo todo” podem ser substituídas, respectivamente, por:

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O efeito de humor da tira decorre do fato de Haroldo

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