No livro Educação Infantil: fundamentos e métodos,
Zilma de Oliveira aponta para a necessidade de se estabelecer uma aproximação com as famílias. Para isso, a
autora entende que
Em Escrever e ler: como as crianças aprendem e como o
professor pode ensiná-las a escrever e a ler, os autores
lembram que a escola foi criada para homogeneizar e
adaptar as crianças a um modelo social dominante, mas
hoje se exige da escola um avanço para a integração e
para uma cultura da diversidade, que viva as diferenças
como uma riqueza, não como obstáculo. O objetivo, segundo os autores, é que
Machado narra, em Educação Especial na Escola Inclusiva: Políticas, Paradigmas e Práticas, sua experiência à
frente da Coordenação de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis/SC, implantando, naquela rede municipal de ensino, novos serviços
de educação especial e modificando os que já existiam.
Segundo a autora, se a concepção educacional é inclusiva,
No livro Ler e escrever na escola: o real, o possível e o
necessário, Lerner dedica um capítulo para discutir como
transformar o ensino da leitura e da escrita na escola.
A autora apresenta desafios que implicam uma mudança profunda nas práticas escolares. Segundo Lerner, um
desses desafios é
Em Ciência, arte e jogo: projetos e atividades lúdicas na
educação infantil, o educador encontra inúmeras possibilidades de práticas pedagógicas. Em um dos projetos
relatados, Klisys retrata que a criança, por meio do faz
de conta, da repetição e da brincadeira, entra em contato com aquilo que estuda formalmente. Nesse sentido,
quando o professor coloca em prática uma abordagem
lúdica, vislumbra-se uma forma de trabalhar que considera os espaços para brincar integrados e articulados aos
espaços de aprendizagem. Assim, a autora defende que
o universo científico está intrinsecamente relacionado ao
universo lúdico, sendo urgente que a escola de Educação Infantil assuma uma concepção de ensino
Em seu capítulo no livro Jogo, brinquedo, brincadeira e
a educação, Marina Célia Moraes Dias discute a contraposição entre um ensino supostamente racional e um
ensino estético, sensorial, expressivo, verbal e não verbal. Em sua visão, as escolas usualmente dicotomizam e
reduzem os caminhos de apreensão do mundo em uma
aprendizagem mecânica e em relações congeladas. Para
a autora, a escola precisaria resgatar o trabalho com a
imaginação material, preocupando-se com a construção
de sistemas de representação, o que possibilitaria a construção do pensamento e a aquisição do conhecimento.
Assim, Dias defende que, na construção da linguagem
e do pensamento, a seguinte figura exerce papel-chave:
O desenho é uma linguagem que atravessa diferentes
tempos históricos da humanidade. Iavelberg cunhou a
expressão “desenho cultivado”, que, influenciado pela
cultura, mantém seu epicentro na criança. Por essa perspectiva, a autora traz exemplos de situações que favorecem a aprendizagem de desenho na sala de aula, dentre
eles
A educação infantil, em seu processo histórico, caracterizou-se por uma visão assistencialista e, mais recentemente, tem sido pensada propriamente dentro da seara
educacional. Nessa trajetória, muitas pesquisas foram
realizadas e muito se avançou em diversas discussões,
a exemplo da questão do espaço. Diferentes concepções
pedagógicas podem ser observadas no modo como se
organizam os materiais e móveis e no modo como as
crianças e adultos interagem e ocupam o espaço. Nesse sentido, Horn destaca que a organização do espaço
físico na educação infantil em cantos, em zonas semiabertas, pode constituir-se para alguns educadores como
uma forma de controle por meio de arranjos espaciais,
pois o professor observa e controla as ações das crianças sem ser o centro da prática pedagógica. A partir da
reflexão sobre a organização do espaço em cantos na
educação infantil, a autora conclui que a organização da
sala de aula dessa forma
Goldschmied e Jackson relatam que, quando o bebê já
é capaz de sentar-se confortavelmente, essa conquista
gera mais autonomia para ele, mas também traz novos
problemas. Nesse período, os bebês estão alertas e
conscientes do que se passa à sua volta, mas ao mesmo tempo estão irritados. A explicação comum que se
tem sobre a irritação é que os dentes começam a nascer, mas, além disso, muitas vezes os adultos não conseguem dar-lhes atenção a todo momento. Conforme as
autoras, é para os bebês dessa idade que o “Cesto de
Tesouros” foi inventado. O “Cesto de Tesouros” consiste
na reunião de
Nas palavras de Paulo Freire, em Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa, “ensinar exige compreender que a educação é uma forma de
intervenção no mundo”. Para o autor, essa intervenção,
além do conhecimento dos conteúdos ensinados e/ou
aprendidos, implica