Fernandes e Freitas (2008) abordam a relação entre currículo e avaliação e destacam que a avaliação é uma atividade que envolve legitimidade técnica e legitimidade política na sua realização. A legitimidade técnica é conferida pela formação profissional do professor e do diretor, os quais devem, também, estabelecer e respeitar princípios e critérios refletidos coletivamente, referenciados no projeto político-pedagógico, na proposta curricular e em suas convicções acerca do papel social que desempenha a educação escolar. Este é o lado da legitimação política do processo de avaliação e que envolve o coletivo da escola. Os autores ressaltam, ainda, os três tipos de avaliação: o da aprendizagem dos alunos, o da instituição e o do sistema escolar. No tocante à avaliação da aprendizagem, Fernandes e Freitas exploram os vários aspectos da avaliação formativa e da somativa, bem como os da reprovação escolar. Sobre essa última questão, merece destaque a obra de Paro (2021), quando discute a progressão continuada e propõe o estudo da resistência dos docentes à implantação
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Ao apresentar os vários aspectos sobre currículo, Vasconcellos (2002) reconhece a importância de entender as preocupações clássicas na área do currículo (necessidades, objetivos educacionais, seleção, organização e distribuição dos conteúdos, metodologias, relacionamentos, avaliação), mas aponta que essas preocupações precisam ser ampliadas. Vasconcellos enfatiza que não se pode conceber contemporaneamente uma reflexão sobre currículo que não leve em conta a questão
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As diferentes concepções de currículo expressam formas de concretização das intenções pedagógicas. Para Veiga (2008), o currículo é um importante elemento constitutivo da organização escolar. “Currículo implica, necessariamente, a interação entre sujeitos que têm um mesmo objetivo e a opção por um referencial teórico que o sustente”. Ao abordar as questões sobre currículo, ela destaca, ainda, que o conhecimento escolar é dinâmico e não uma mera simplificação do conhecimento científico que seria adequado à faixa etária e aos interesses dos alunos. Diante dessa afirmação, Veiga ressalta a necessidade de se promover,
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De acordo com Libâneo (2001), os objetivos gerais, expressando intenções e expectativas sobre a formação dos alunos, são formulados de forma abrangente, no projeto pedagógico-curricular. O currículo constitui o elemento nuclear desse projeto, que viabiliza o processo de ensino e aprendizagem, sendo que “a proposta curricular define-se como a projeção do projeto pedagógico”, ou seja, “o currículo é um desdobramento necessário do projeto pedagógico”. Nesse sentido, a proposta curricular é orientação prática e ação; é um “nível do planejamento entre o projeto pedagógico e a ação prática.” Para Libâneo, é relevante destacar que os tipos ou modelos de currículo decorrem
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Em uma escola do interior paulista, durante os trabalhos de planejamento/replanejamento inicial anual, os professores, sob a coordenação do orientador pedagógico, debateram diferentes concepções de currículo e suas articulações com a proposta pedagógica. Logo de início, um dos professores comentou que, ao ler a obra de Libâneo (2001), pôde constatar a existência de muitas concepções de currículo e compreender a análise do autor, segundo a qual hoje é bastante aceita a ideia de que currículo, além da seleção da cultura da sociedade, é
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Pedro, estudando para o concurso de orientador pedagógico promovido pela prefeitura de Campinas, leu a obra de Weisz (2006) e compreendeu que o ensino do professor deve dialogar com o processo de aprendizagem do aluno para fazê-lo avançar, valendo-se, para isso, da avaliação diagnóstica a fim de fazer intervenções pedagógicas adequadas. Nesse sentido, lendo a obra de Zabala (1998), Pedro tomou ciência de que a organização do ensino é uma tarefa docente que exige método, técnica, planejamento e escolhas de estratégias didáticas adequadas aos objetivos de aprendizagem. De acordo com esse autor, uma dessas possíveis estratégias é a sequência didática, a qual consiste em uma série ordenada e articulada de atividades que compõem cada unidade temática e as quais oferecem um leque de oportunidades comunicativas. Porém, conforme Pedro verificou, Zabala adverte que as sequências didáticas por si mesmas não determinam o que constitui a chave de todo ensino, a qual vem a ser
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Elaine, professora dedicada, entende que a escola tem por função preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões individuais. Por isso, os indivíduos precisam aprender a se adaptar aos valores e às normas vigentes na sociedade de classes por meio do desenvolvimento da cultura individual. Nessa perspectiva, Elaine organiza as atividades pedagógicas centrando-as no aluno, fundando-se na ideia de “aprender fazendo”, isto é, valorizando as tentativas experimentais, a pesquisa, a descoberta e o estudo do meio natural e social, sempre levando em conta os interesses do aluno. A avaliação é fluida e tenta ser eficaz à medida que os esforços e os êxitos dos alunos são pronta e explicitamente reconhecidos por ela. Considerando-se o descrito, pode-se afirmar que o trabalho docente de Elaine corresponde a concepções e práticas do processo ensino e aprendizagem que, de acordo com Luckesi (Filosofia da Educação, 2005), são atribuídas à tendência pedagógica
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Antônia Carvalho Bussmann, na obra Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível, organizada por Veiga (2010), reflete sobre as relações desse projeto com a gestão da escola. Entre muitas análises pertinentes e proveitosas, a autora observa que “não restam dúvidas de que articular, elaborar e construir um projeto pedagógico próprio, implementando-o e aperfeiçoando-o constantemente – ao envolver de forma criativa e prazerosa os vários segmentos da comunidade escolar, com suas respectivas competências em um processo coletivo –, é um grande desafio. E o é em razão
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Veiga (2008) aponta que “o projeto político-pedagógico tem sido objeto de estudos para professores, pesquisadores e instituições educacionais em nível nacional, estadual e municipal, em busca da melhoria da qualidade de ensino”. A autora cita Gadotti (1994), ao dizer que “todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro”, e conceitua o projeto político-pedagógico da escola como
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Paulo Freire (1995) reflete que “Se realmente a educação é também – mesmo que não exclusivamente – uma certa teoria do conhecimento posta em prática, isto significa ser impossível pensar em educação sem pensar em conhecimento”. Na mesma obra, o autor analisa que “no processo de produzir e de adquirir conhecimento, terminamos também por aprender a tomar distância dos objetos”, o que “pressupõe a percepção dos mesmos em suas relações uns com os outros”, e destaca que “o processo de conhecer nem é neutro nem é indiferente.” Na obra Pedagogia da Autonomia, Freire (2000) afirma que, “como experiência especificamente humana, a educação é uma forma de intervenção no mundo. Intervenção que, além do conhecimento dos conteúdos bem ou mal ensinados/aprendidos, implica
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