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Somos muitos ou somos poucos?


Contardo Calligaris


        Na sexta passada, imobilizado na av. Nove de Julho enquanto se aproximava a hora da sessão de cinema para a qual eu tinha adquirido meu ingresso, eu pensava que, decididamente, somos muitos. Em compensação, sozinho, à noite, numa fazenda na região do Urucuia, em Minas Gerais, ou numa ilha de Angra, já me aconteceu de pensar que somos muito poucos.

        No fim de semana, li o novo livro de Dan Brown, “Inferno”. O romance me divertiu menos do que “O Código Da Vinci” e “Anjos e Demônios”; mesmo assim, terminei em dois dias.

        O tema da vez é o crescimento demográfico. O vilão da história acha que o mundo tem um único problema sério: a humanidade está crescendo de tal forma que, em breve, sua subsistência se tornará impossível.

        Todas as inquietações ecológicas (a perspectiva da falta de água potável ou de alimentos, o aquecimento global etc.) seriam, de fato, consequências do crescimento enlouquecido de nossa espécie – fadada a desaparecer por seu próprio sucesso.

        Ora, enquanto Dan Brown me convencia de que somos muitos, a “Veja” de sábado passado publicou uma matéria de capa sobre as mulheres que decidem não ter filhos. O olho anunciava: “o número de famílias brasileiras sem filhos cresce três vezes mais do que o daquelas com crianças”.

        Em geral, quanto mais um povo se desenvolve cultural e economicamente (ou seja, quanto mais um povo se parece com o Ocidente moderno e desenvolvido), tanto menor o número médio de filhos por família.

        Em conclusão, quem tem razão, “Veja” ou Dan Brown? Vamos desaparecer porque estamos crescendo demais? Ou vamos desaparecer por extinção, como os pandas, que deixaram de se reproduzir como deveriam?

(Folha de S. Paulo. Ilustrada. E-10. 30 maio 2013. Adaptado)

A frase “… (ou seja, quanto mais um povo se parece com o Ocidente moderno e desenvolvido)…” (6.º parágrafo) apresenta-se como

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Contardo Calligaris


        Na sexta passada, imobilizado na av. Nove de Julho enquanto se aproximava a hora da sessão de cinema para a qual eu tinha adquirido meu ingresso, eu pensava que, decididamente, somos muitos. Em compensação, sozinho, à noite, numa fazenda na região do Urucuia, em Minas Gerais, ou numa ilha de Angra, já me aconteceu de pensar que somos muito poucos.

        No fim de semana, li o novo livro de Dan Brown, “Inferno”. O romance me divertiu menos do que “O Código Da Vinci” e “Anjos e Demônios”; mesmo assim, terminei em dois dias.

        O tema da vez é o crescimento demográfico. O vilão da história acha que o mundo tem um único problema sério: a humanidade está crescendo de tal forma que, em breve, sua subsistência se tornará impossível.

        Todas as inquietações ecológicas (a perspectiva da falta de água potável ou de alimentos, o aquecimento global etc.) seriam, de fato, consequências do crescimento enlouquecido de nossa espécie – fadada a desaparecer por seu próprio sucesso.

        Ora, enquanto Dan Brown me convencia de que somos muitos, a “Veja” de sábado passado publicou uma matéria de capa sobre as mulheres que decidem não ter filhos. O olho anunciava: “o número de famílias brasileiras sem filhos cresce três vezes mais do que o daquelas com crianças”.

        Em geral, quanto mais um povo se desenvolve cultural e economicamente (ou seja, quanto mais um povo se parece com o Ocidente moderno e desenvolvido), tanto menor o número médio de filhos por família.

        Em conclusão, quem tem razão, “Veja” ou Dan Brown? Vamos desaparecer porque estamos crescendo demais? Ou vamos desaparecer por extinção, como os pandas, que deixaram de se reproduzir como deveriam?

(Folha de S. Paulo. Ilustrada. E-10. 30 maio 2013. Adaptado)

O pronome sua, no 3.º parágrafo, remete a

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Contardo Calligaris


        Na sexta passada, imobilizado na av. Nove de Julho enquanto se aproximava a hora da sessão de cinema para a qual eu tinha adquirido meu ingresso, eu pensava que, decididamente, somos muitos. Em compensação, sozinho, à noite, numa fazenda na região do Urucuia, em Minas Gerais, ou numa ilha de Angra, já me aconteceu de pensar que somos muito poucos.

        No fim de semana, li o novo livro de Dan Brown, “Inferno”. O romance me divertiu menos do que “O Código Da Vinci” e “Anjos e Demônios”; mesmo assim, terminei em dois dias.

        O tema da vez é o crescimento demográfico. O vilão da história acha que o mundo tem um único problema sério: a humanidade está crescendo de tal forma que, em breve, sua subsistência se tornará impossível.

        Todas as inquietações ecológicas (a perspectiva da falta de água potável ou de alimentos, o aquecimento global etc.) seriam, de fato, consequências do crescimento enlouquecido de nossa espécie – fadada a desaparecer por seu próprio sucesso.

        Ora, enquanto Dan Brown me convencia de que somos muitos, a “Veja” de sábado passado publicou uma matéria de capa sobre as mulheres que decidem não ter filhos. O olho anunciava: “o número de famílias brasileiras sem filhos cresce três vezes mais do que o daquelas com crianças”.

        Em geral, quanto mais um povo se desenvolve cultural e economicamente (ou seja, quanto mais um povo se parece com o Ocidente moderno e desenvolvido), tanto menor o número médio de filhos por família.

        Em conclusão, quem tem razão, “Veja” ou Dan Brown? Vamos desaparecer porque estamos crescendo demais? Ou vamos desaparecer por extinção, como os pandas, que deixaram de se reproduzir como deveriam?

(Folha de S. Paulo. Ilustrada. E-10. 30 maio 2013. Adaptado)

Ao refletir sobre o tema do texto, o autor emprega a expressão “Em compensação, sozinho, à noite, numa fazenda na região do Urucuia, em Minas Gerais, ou uma ilha de Angra…” (1.º parágrafo), pode-se afirmar que o termo em destaque tem função
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Em certos setores, a qualidade se impõe _______________ quantidade, com o objetivo de aumentar a produtividade e reduzir os custos. Nesse sentido, os indivíduos com maior nível de escolaridade encontram maior facilidade para conseguir e manter seu emprego. Não _______________ toa, a Região Sudeste foi _______________ que mais teve contratações de janeiro _______________ abril, exatamente porque ela possui mão de obra mais qualificada e economia mais desenvolvida quando comparada _______________ outras regiões do país.

(Lucas Cunha, “Onde estão os empregos”. Veja, 19.06.2019. Adaptado)


De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:

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Leia o texto para responder às questões de números 07 09.


        Uma comparação que ajuda a entender o ponto de vista de quem critica a meritocracia como sistema de seleção e também por que ela tem relação com a desigualdade é que o mercado de trabalho funciona como uma competição para a qual o participante começa a se preparar desde a infância. As pessoas acumulam capital humano, termo usado por economistas para denominar o conjunto de capacidades, competências e atributos de personalidade que favorecem a produção de trabalho. Para isso, contam com três recursos: os privados, os públicos e seus próprios talentos – daí a importância da educação. Como os recursos públicos e, principalmente, os privados não são os mesmos para todos, ao observar somente o final da corrida, vê-se que o sistema privilegia poucos.

(Marília Marasciulo, “Como a meritocracia contribui para a desigualdade”. Galileu. https://revistagalileu.globo.com. Adaptado)

Em conformidade com a norma-padrão e o sentido do texto, a passagem final “Como os recursos públicos e, principalmente, os privados não são os mesmos para todos, ao observar somente o final da corrida, vê-se que o sistema privilegia poucos.” está adequadamente reescrita em:

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        Uma comparação que ajuda a entender o ponto de vista de quem critica a meritocracia como sistema de seleção e também por que ela tem relação com a desigualdade é que o mercado de trabalho funciona como uma competição para a qual o participante começa a se preparar desde a infância. As pessoas acumulam capital humano, termo usado por economistas para denominar o conjunto de capacidades, competências e atributos de personalidade que favorecem a produção de trabalho. Para isso, contam com três recursos: os privados, os públicos e seus próprios talentos – daí a importância da educação. Como os recursos públicos e, principalmente, os privados não são os mesmos para todos, ao observar somente o final da corrida, vê-se que o sistema privilegia poucos.

(Marília Marasciulo, “Como a meritocracia contribui para a desigualdade”. Galileu. https://revistagalileu.globo.com. Adaptado)

Na passagem “Para isso, contam com três recursos...”, o pronome em destaque retoma a seguinte informação:

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        Uma comparação que ajuda a entender o ponto de vista de quem critica a meritocracia como sistema de seleção e também por que ela tem relação com a desigualdade é que o mercado de trabalho funciona como uma competição para a qual o participante começa a se preparar desde a infância. As pessoas acumulam capital humano, termo usado por economistas para denominar o conjunto de capacidades, competências e atributos de personalidade que favorecem a produção de trabalho. Para isso, contam com três recursos: os privados, os públicos e seus próprios talentos – daí a importância da educação. Como os recursos públicos e, principalmente, os privados não são os mesmos para todos, ao observar somente o final da corrida, vê-se que o sistema privilegia poucos.

(Marília Marasciulo, “Como a meritocracia contribui para a desigualdade”. Galileu. https://revistagalileu.globo.com. Adaptado)

De acordo com o texto, a meritocracia tem relação com a desigualdade porque
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Leia o quadrinho para responder às questões de números 05 06

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No quadrinho, o termo “acordar” está empregado em sentido

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Leia o quadrinho para responder às questões de números 05 e 06

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Na última fala do quadrinho, a pergunta da criança expressa

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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 04.


        É preciso construir um novo consenso, baseado na ideia de que deve ser possível fazer muito mais com os 5% do PIB que o Brasil já gasta em educação. Com a queda da natalidade, serão menos estudantes e será possível ter menos professores e pagar mais. A profissão docente precisa ser reformada, com melhores cursos de formação, carreiras associadas ao desempenho e facilitação do acesso ao ensino de pessoas com outros perfis. A educação infantil deve deixar de ser meramente assistencialista e ser tratada como etapa essencial de formação. A tolerância com o analfabetismo funcional deve acabar, com o uso de métodos comprovados de alfabetização e o acompanhamento de resultados. O segundo ciclo do ensino fundamental precisa ser repensado, e a reforma do ensino médio precisa ser efetivamente implementada, inclusive pela ampliação e pelo fortalecimento da educação técnica. O formato do ensino superior precisa ser revisto, criando mais alternativas de formação em diferentes níveis, e a pós-graduação e a pesquisa precisam se tornar menos acadêmicas e mais vinculadas às necessidades do País. E, em todos os níveis, os papéis do setor público e do privado precisam ser revistos, para que se tornem complementares e livres dos predomínios simétricos do corporativismo e do mercantilismo.

(Simon Schwartzman, “Por um novo consenso na Educação”. Estadão. https://opiniao.estadao.com.br, 14.06.2019)

Observe as frases:


•  É preciso construir um novo consenso...

•  A educação infantil deve deixar de ser meramente assistencialista...

•  ... a reforma do ensino médio precisa ser efetivamente implementada...


São sinônimos dos termos destacados, respectivamente:

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