A conversa espontânea se constrói a cada intervenção
dos interlocutores, ou seja, a elaboração e a produção
ocorrem, simultaneamente, no mesmo eixo temporal. É
uma atividade co-produtiva, que “nunca se pode prever
com exatidão em que sentido o parceiro vai orientar a
sua intervenção” (Koch, 1997), o que não significa que
sua organização seja caótica ou aleatória. As contribuições dos falantes devem demonstrar, de alguma forma,
uma relação com o curso da conversa, pois a conversação é uma atividade semântica, ou seja, um processo de
produção de sentidos, altamente estruturado e funcionalmente motivado.
(Ângela Paiva Dionísio, “Análise da Conversação”.
In: Mussalim e Bentes, 2004)
As considerações da autora, tomadas em relação à teoria
que desenvolve sobre fala e escrita e aos Parâmetros
Curriculares de Língua Portuguesa (1998), permitem afirmar que