Salles e Faria relatam uma proposta de trabalho com
um grupo de crianças de 4 e 5 anos: “[a professora] lia
a história de uma festa no céu para a qual o sapo não
tinha sido convidado. Após a leitura, algumas crianças
passam a fazer comentários sobre a história contada,
relacionando-a com outras narrativas que tinham sapos
como personagens [...]. Uma menina, que permaneceu
calada durante a leitura da história e que parecia um pouco desligada, no momento em que os demais faziam comentários, perguntou: por que o sapo não mora na água
salgada?”. As autoras comentam que a pergunta poderia ter sido ignorada ou respondida rapidamente, mas
se tornou objeto de interesse pelas crianças quando a
professora devolveu a pergunta ao grupo, pedindo-lhes
que desenhassem o que achavam que aconteceria se o
sapo morasse no mar. Os desenhos buscavam explicitar
as hipóteses das crianças, sendo então planejadas em
conjunto com as crianças e realizadas por cerca de um
mês atividades vinculadas à questão colocada. Essas atividades caracterizam o que as autoras denominam