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Banca: Não selecionada Cargo: Não selecionado Disciplina: Não selecionada Assunto: Figuras de linguagem
Encontramos 18 questões. Bons estudos!!!
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 03.


Um apólogo


        Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

        — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?

        — Deixe-me, senhora.

        — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

        — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

        — Mas você é orgulhosa.

        — Decerto que sou.

        — Mas por quê?

        — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

        — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?

        — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

        — Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...

        — Também os batedores vão adiante do imperador.

        — Você é imperador?

        — Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto... (...)

        Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E quando compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:

        — Ora agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá. (...)


ASSIS, Machado de. Um apólogo. Contos consagrados. Disponível em <https://www.biblio.com.br/conteudo/MachadodeAssis/umapologo.htm>.

No texto “Um apólogo”, a atribuição de características humanas a personagens originalmente inanimados corresponde à seguinte figura de linguagem: 

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Observa-se a repetição da conjunção aditiva em “corpo a vestir, pés a calçar, e mais dentista e médico e farmácia e colégio e tudo que custa um novo ser, em dinheiro e aflição?” como um recurso estilístico do narrador. Esse recurso corresponde à figura de linguagem:

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TEXTO 1

Andarilho beija-flor

(Composição: Marquinhos da Serrinha/ Intérprete: Flávio José)


Eu não creio que somente palavras me façam viver
Nem que os sonhos perdidos me impeçam de sentir prazer
Nada quanto sonhei ou que fiz e errei foi em vão
Eu prefiro escutar o que pede esse meu coração

Eu não posso negar que ainda sofro lembrando você
E que, às vezes, faz mal um só peito tentando querer
Mas também superei pra mim mesmo e parei de sonhar
E aprendi que, quem ama, é preciso primeiro se amar

Não mudo, não!
Meu coração me fez assim,
Me ensinou gostar de mim, deu mais sentido em meu viver
Prefiro ser um andarilho beija-flor
Pra que vou dar o meu amor pra quem sequer amor quer ter?

(Fonte: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/andarilho-beija-flor/)



TEXTO 2

Codinome beija-flor

(Composição: Agenor Neto / Jose Neves / Reinaldo Arias; Intérprete: Cazuza)


Pra que mentir, fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor (nunca)
Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

(Fonte: https://www.letras.mus.br/cazuza/468416/)

A figura de linguagem que melhor representa o título da canção Andarilho beija-flor é
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A questão 39 refere-se ao texto abaixo.


Eu não pedi pra nascer

Eu não pedi pra perder

Nem vou sobrar de vítima

Das circunstâncias

Eu tô plugado na vida

Eu tô curando a ferida

Às vezes eu me sinto

Uma mola encolhida


(Toda forma de amor – Lulu Santos)

Qual a figura de linguagem no trecho “uma mola encolhida”? 

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Disponível em: www.ihm2012.wordpress.com> . Acesso em: 09 maio 2014.

No texto da publicidade, qual a função da linguagem predominante? 

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